segunda-feira, 24 de junho de 2013

Contraceptivo - Qual é o seu tipo?

Há várias opções para a mulher evitar uma gravidez fora dos planos. Mas o que garante a eficácia de qualquer método é um único critério: saber se ele é o mais adequado para você



Houve um tempo em que autonomia era uma palavra feminina apenas nos dicionários da língua portuguesa. Já hoje, enquanto seus olhos correm estas linhas, mulheres de todos os cantos do mundo fazem escolhas: o que vestir, o que comer, que carreira seguir e... se pretendem ter filhos e quando. Em 1960, esse livre-arbítrio ganhou uma importante aliada. Naquele ano, foi liberado nos Estados Unidos o uso da primeira pílula anticoncepcional, que deus às mulheres maior independência sobre seu corpo e facilitou o planejamento familiar.
De lá para cá, as estratégias para quem não quer engravidar se tornaram mais variadas e seguras. Entre as opções disponíveis estão a camisinha - que é, também, a maneira mais eficiente de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis -, o diafragma, o dispositivo intrauterino (DIU), além de uma série de métodos hormonais alternativos à pílula, como injetáveis, implante, anel e adesivo.
Opções, portanto, não faltam. O que falta é informação a respeito das particularidades de cada escolha.
O aconselhamento é o melhor caminho para selecionar a estratégia apropriada para cada mulher. e a melhor tradução para aconselhamento é clara: uma parceria entre o especialista e a paciente, considerando até mesmo o ritmo do dia a dia.
A saúde é a primeira a ser impactada quando se pinça, no leque de contraceptivos, o mais adequado. Quem já teve trombose não deveria confiar em uma formulação combinada. Ora, o estrogênio aumenta o risco de coagulação no sangue.
Deve-se levar em conta ainda a personalidade e as preferências - há quem se incomode em tomar injeções e há quem, ao contrário, de tão desligada, ache bom enfrentar uma picada em vez de forçar a memória para ingerir um comprimido todo santo dia. Isso está diretamente ligado à continuidade do uso. 

Para cada contexto, uma escolha
A recomendação de um contraceptivo muda até mesmo de acordo com os hábitos e a fase da vida

Se você amamenta
O estrogênio atrapalha a lactação. Mas, seis semanas após o parto, dá para investir naqueles só com progestagênios, que agem como progesterona no organismo. entram aí algumas pílulas, as injeções trimestrais e o implante subdérmico, inserido embaixo da pele. 

Se você fuma
Cigarro e estrogênio jamais combinam, em nenhuma idade. Mas a coisa complica mesmo depois dos 35 anos. Essa é a hora de deixar de lado o etinilestradiol, que entra na fórmula da maioria dos métodos hormonais combinados. Ele aumenta a agregação das plaquetas e provoca constrição dos vasos, potencializando o risco de infartos e derrames - que já é mais alto por causa do tabagismo.

Se você tem enxaqueca
No caso, quanto menor a dose de hormônios, melhor. Principalmente o estrogênio, que, por provocar uma vasoconstrição, costuma agravar a dor.

Se você é adolescente
Não que seja norma, mas a maioria dos especialistas prefere esperar um tempo após a primeira menstruação para que o organismo - sobretudo o sistema reprodutor - amadureça. 

Se você já teve câncer
A ciência questionou diversas vezes se o uso de contraceptivos orais teria relação com o surgimento de tumores de mama. Essa associação ainda é controversa. Comprovado mesmo é que os anticoncepcionais reduzem o risco de desenvolver o câncer de ovário e no endométrio. 

Se você é hipertensa
Mais uma vez, a Organização Mundial da Saúde recomenda fugir da combinação sintética estrogênio-progestagênio, especialmente nos casos mais graves de pressão alta.

Se você é diabética
Quando o problema é só o diabete - controlado e sem complicações -, não há grandes restrições. Acontece que, muitas vezes, a doença vem acompanhada de um pacote de males que resultam na chamada síndrome metabólica, como o colesterol alto, a gordura abdominal e a hipertensão. 

Se você sofre à beça de TPM
Nada menos que 80% das mulheres enfrentam ou já enfrentaram o inchaço, a irritação e as dores da tensão pré-menstrual. O implante melhora os sintomas porque pode cessar a menstruação. Há ainda as pílulas combinadas que levam o hormônio sintético progestagênio drospirenona e prometem aliviar o incômodo.

Se você quer engravidar em curto prazo
Esse é um assunto sempre complicado, que mexe com as expectativas da mulher e gera ansiedade. A injeção trimestral de progesterona é opção que deveria ser descartada

2 comentários:

  1. Adorei as suas dicas sobre os métodos contraceptivos.
    Big Beijos
    Lulu
    http://luluonthesky.blogspot.com.br

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